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Ushuaia 99 - Parte 2

Breve resumo da viagem

Vimos os pingüins, os leões marinhos, os elefantes marinhos, os guanacos, as lebres da Patagonia (incríveis, parecem o bip-bip em pessoa), a raposa, os papagaios da Patagonia, a águia da Patagonia, o tatu, os cisnes de cabeça preta e os castores importados, um condor de relance, a Araucaria chilena de mais de 1000 anos, os Andes, os lagos e aquela planura imensa que não acaba mais e os glaciares mais incríveis do planeta. mapag.jpg (30530 bytes)Fomos pela ruta 3 e voltamos pela ruta 40 (aquela que, quem entra não sabe se sai vivo do outro lado porque é a estrada mais traiçoeira do planeta). Chegamos ao ponto final, o fim da linha, o fim do mundo. Dali para baixo, só de barco rumo ao Polo Sul. O fim do Mundo fica 30 km depois de Ushuaia. Fomos salvos pelos galões de reserva na altura do paralelo 52 e acampamos em lugares incríveis, na beira de lagos lindíssimos com direito a vulcão no fundo. Subimos uma trilha na encosta de um vulcão ativo e chegamos a uns 500 m do seu cume, onde paramos para comer e curtir a paisagem. Fizemos off-road na Argentina (praias e estradas de ripio) e no Chile. Até paramos dentro de um rio para lavar os carros. Tomamos banho em lago de água fria. Fizemos churrasco no Chile e comemos feijoada de lata na Argentina. O cruzamento dos Andes é coisa de contar para os netos. Subimos de carro ate 4200 m de altura e a pé mais uns 200 m. Saímos em quatro carros, retornamos somente dois. Um se acidentou no caminho, o motorista do outro foi atacado de saudades e voltou direto. A partir de Ushuaia seguiram as duas Toyotas. Usamos mapas, guias turísticos, GPS e o velho PPI ("para e pede informação"). As Toyotinhas só pediram combustível, óleo a cada 5.000 km, limpeza no filtro de ar, graxa e rodízio dos pneus. O tempo todo era só ligar e tocar. Com vento a favor faziam até 10,5 km/l e com vento contra 7,5 km/l, no máximo. Nunca vi um vento assim. Nas estradas de ripio usamos uma tela de proteção nos para-brisas e voltamos com os mesmos para-brisas que fomos. Só troquei as lanternas da Toyota por pura vaidade (para ela ficar com cara de japonesa). O diesel de vez em quando era meio batizado, mas era só drenar a água todas as manhãs (para isso havíamos instalado um filtro extra com dreno).

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