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Ushuaia 99 - Parte 1
Preparação

O primeiro contato para combinar a viagem

Marco
Meu nome completo é Luiz Maria Ferreira Neto. Resido na Granja Vianna, bairro residencial na zona oeste da Grande São Paulo.
Tenho 46 anos, dois filhos (18 e 20) e uma experiência razoável em viagens.
Já fiz sul da Bahia, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães, Pantanal Norte e Sul, Bonito, Sul de Minas, Cidades Históricas, Mauá varias vezes, Bocaina, todo o Sul, etc.

netojcgv@uol.com.br

A primeira proposta de roteiro

Sorocaba - Ponta Grossa (370) - Passo Fundo (455) - São Borja (380) São Borja - Zarate- Zarate/Campana - Lujan, Saladilo, Olavarria e Bahia Blanca (1500 ) - Peninsula Valdes (780) - Comodoro Rivadavia (600) - Estreito de Magalhães (982) - Ushuaia (300).

Combinando o ponto de encontro para o primeiro dia e a proposta final de roteiro

Quanto ao ponto de encontro, nós (Fernando, Enio e Neto) nos encontraremos às 6:00 hs do dia 2/jan/99 no posto da Castelo após Barueri, isto é: passa Alphaville, o Rio Tietê e o viaduto de Barueri - é o primeiro posto após.

Devemos marcar nosso encontro às 6:45 hs em qualquer ponto antes de Sorocaba. Este pedágio que você está falando é o da Castelinho? É novo? Marco, você decide. de qualquer forma, estaremos QAP no canal 21.

Tomaz, nosso roteiro básico é o seguinte: saída de SP destino Ponta Grossa-PR, Passo Fundo e São Borja-RS. Atravessamos para a Argentina em direção a Buenos Aires. Contornamos Buenos Aires e vamos para Baia Blanca, Viedma, Santo Antônio do Oeste e Puerto Madryn. Após conhecermos a península Valdes, vamos em sentido Trelew, Comodoro Rivadavia, conhecemos o Monumento Natural Bosques Petrificados, Puerto San Julian, Rio Gallegos, Rio Grande e Ushuaia.

Depois Punta Arenas (Parque Nacional Los Paines), Puerto Natales e El Calafate (glacial Perito Moreno). Seguimos sentido norte pelos Andes (lagos andinos) passando por Perito Moreno, Rio Mayo, José de San Martin até San Carlos de Bariloche.

Atravessamos para o Chile sentido Puerto Montt, depois sentido norte por Osorno, Temuco, Los Angeles e Concepcion. Retornamos à estrada principal em Chillan, Talca, San Fernando e Rancagua. Evitamos Santiago a atravessamos os Andes pelos Caracoles. Então é só seguir para leste até Foz do Iguaçu.

Devemos chegar em Foz no dia 28/jan (o Marco retorna direto p/ Campinas), permanecemos lá 1 dia e voltamos p/ SP. Devemos chegar dia 30 ou 31.

A descrição do rípio

O rípio é composto de pedras roladas com diâmetro que variam de uma bola de ping-pong a uma bola de tênis. Essa mistura de pedras é espalhada pelo leito da estrada, formando uma camada de uns 10 a 30 cm de espessura que é alisada periodicamente com motoniveladoras. Esta forma de revestir as estradas é usada na Patagonia argentina e chilena desde o tempo dos índios Mapuches e resiste a passagem do tempo e as variações climáticas da região. Alem disso impede que a vegetação desapareça com a estrada. Com a passagem dos carros formam-se trilhos que podem corresponder as duas mãos de direção ou a uma só na maioria das vezes. Quando o carro esta no trilho ele fica estável e firme. Quando sai do trilho, por distração ou porque se esta cruzando com outro carro, ele fica completamente "bobo" e tem que segurar no braço e na tração 4 x 4. Ao se trafegar no rípio o carro arremessa estas pedras para traz e para os lados, com velocidades proporcionais a velocidade do carro. Alem disso, levanta uma poeira fina que penetra por qualquer orifício do carro. Por sorte, o vento a leva para os lados e dá para ver a estrada quando se vai atrás de outro veiculo qualquer. Por isso é necessário usar uma tela diante do para-brisas e diante dos faróis e radiador. Também colocamos lameiros nas rodas dianteiras e traseiras dos carros e uma proteção de borracha por dentro dos para-lama dianteiros das Toyotas. Para dar uma ideia, eu tinha um farol de ré aparafusado na parte traseira da Toyota que foi detonado pela saraivada de pedras que recebeu.

O rípio também é usado no acostamento das estradas asfaltadas. Por isso também se quebra muito para-brisas trafegando no asfalto. Foi o que ocorreu com o Enio por exemplo. Acho que nenhum carro volta da Patagonia com um para-brisas intacto. Apesar da tela, também tenho uma lembrança no meu.

Não é nada de excepcional. O que acontece é que o rípio constitui uma situação completamente nova para nós que estamos acostumados com estradas de terra.

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