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Às trilhas

Antonio Fernandes Tavares PEIXOTO

A gente acorda às vezes achando que ainda estava dormindo...

Os pássaros em algazarra anunciando que a noite acabou. É a forma deles de externar a adrenalina...

E eu acordando para todo esse paraíso.

...(Fora da barraca, os últimos pingos de uma chuva fina que se despede. O cheiro forte de mato invade a barraca. A umidade diz que a trilha está pronta, bem lavada e a vontade de gritar como os pássaros vem do fundo da alma.)um belo sonho...

O sol saindo ainda tímido por entre a cerração e a certeza de um dia maravilhoso pela frente.

Lá fora, meu jipe... meu audaz companheiro de alegrias me esperando impaciente como um gavião, com fome pela manhã, assim como qualquer predador.

De um pulo salto da "cama". E lá se foram os sonhos de uma noite mal dormida. Não há mais tempo para perder em descanso, o coração explode em alegria, hoje é sábado, dia de trilha! E lá vou eu!!!!

Não sei porque toda vez que acabo de arrumar a mochila, sempre tenho a sensação de que estou esquecendo alguma coisa. Mas o que sempre acontece que é que levo coisas demais.

Aí vem a parte de comidas e bebidas, abastecer a geladeira, a comida, o jipe... o relógio marcando o "atraso"... por que tão cedo, caramba?!

No Posto Belvedere da Dutra, além do Bob´s que sempre me trouxe boas lembranças, agora é sempre o início de uma nova aventura.

O celular tocando o tempo todo! (Até parece que estou trabalhando) é claro que ninguém vai ficar pra trás!

Enfim, formando um comboio de crianças indo para o jardim, lá vamos nós.

O sol subindo firme e o calor também.

A entrada da trilha é sempre a mesma, mas nunca é igual. Já no começo uma multidão de "vacas". Depois os trilhos do trem. Será que alguém já "parou, olhou e ouviu" antes de atravessar?

As belíssimas imagens vão passando, tendo como fundo não aquela música das paradas e sim aquela "ladainha" de "crianças" de férias no rádio. Uma zorra!

Assim é como sempre será, munidos de nossas neuroses, stress, frustrações e tudo que carregamos, lá vamos nós, reaprendendo a ser aquilo que nunca deixamos de ser - crianças.

Obrigado por estar entre vocês.

Esta "declaração de amor" às trilhas foi inspirada num livrinho que li há muito tempo, chamado
Memórias do escoteiro Billy, que não tem nada com o que está escrito,
mas me deu muito prazer em lê-lo e eu nunca esqueci.
Daí, dedico este texto ao livrinho...

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